Ser mãe: o trabalho mais difícil do mundo!

Ser mãe: o trabalho mais difícil do mundo!

Mae-dificil_featuredMãe… só tem uma? Em algumas casas, duas. Ela pode estar ligada à você por um cordão ou wireless, pelo coração. Às vezes ela pode ser de outra cor. Às vezes ela é gordinha ou muito magrinha.  Ela pode ser a avó; uma tia, ou uma madrinha. Ela é aquela professora muito atenciosa; ou uma babá muito carinhosa. Qualquer um pode ser mãe no sentido figurado da palavra. Eu já tive uma chefe que era uma verdadeira mãe. Toda vez que oferecemos ou recebemos um amor aberto e sem julgamentos, consistente e sem limites, a gente compara com o amor de mãe. Esse é um dos ideais de amor que enche propaganda e comerciais da mídia com declarações de valor sobre essa intensa e, em alguns casos, controversa relação. Para alguns a relação com a mãe é pura e tranquila; para outros nem tanto… Mas não há como negar que, o apego entre um filho e uma mãe quando formado saudavelmente é uma das formas mais bonitas de amor. Isso acaba justificando todos os sacrifícios que fazemos ou que fizeram por nós. Amor de mãe é o mais próximo do incondicional.  E como dizia Lulu Santos “ Consideramos justa toda forma de amor”.

Mas não só de amor vive uma mãe. Nós, mulheres do Vale, que somos  mãe  e nunca deixamos de ser filha lá no Brasil, temos mais motivos para reconhecer que esse é um dos trabalhos mais difíceis e pouco valorizados do mundo. Comparar o ser mãe com um trabalho não remunerado é importante para chamar atenção da sociedade a reconhecer que a mulher que se torna mãe acumula tarefas. Essas tarefas devem ser reconhecidas não apenas como um ato de amor espontâneo, mas consideradas parte de um processo natural na vida de uma mulher que deve ser valorizado e apoiado por toda a sociedade.  Há que se continuar almejando o mesmo tratamento que homens recebem no mercado de trabalho e a mesma remuneração, contudo, se nossas peculiaridades (principalmente as biológicas, hormonais e emocionais) forem reconhecidas e agregadas às leis que possam favorecer o ser mãe e profissional, por que não lutar por elas?

As condições apropriadas devem sempre ser criadas para que a mulher que tem filhos possa ter uma carga de trabalho flexível e conciliar de forma menos neurótica e estressante sua independência financeira e a maternidade.  No Canadá e Suécia, por exemplo, mulheres podem ficar no mínimo 12 meses em casa com seus filhos recebendo seus salários integral ou parcialmente. Nesses países, o day care/creche é acessível e garantido a qualquer pessoa mesmo que ela só esteja estudando. Horários flexíveis sempre são possíveis e o “abuso emocional” por parte do empregador é raro. Infelizmente, nem todos os países e corporações reconhecem essa necessidade na vida de uma mulher que decide ter filhos. Por vezes somos obrigadas a fazer escolhas que não soam como escolhas e sim pressões ocasionadas pelas circunstâncias socioeconômicas que vivemos. É imprescindível haver condições para que a mulher possa trabalhar e ter filhos sem atribuirmos juízos de valor a suas escolhas, bem como não subjugar as mulheres que escolhem ficar em casa com filhos e não trabalhar.

Para fechar essa abordagem do Dia das Mães aqui está o vídeo sobre “ O trabalho mais difícil do mundo”. Esse vídeo aborda com muita sensibilidade e sensatez as atribuições do trabalho de uma mãe e a falta de reconhecimento monetário para realização de tal função. A ideia que permanece é que o caráter voluntário, incondicional e de sacrífico pessoal desse desafio de ser mãe não desqualifica uma mulher de merecer reconhecimentos, respeito, apoio e até mesmo uma remuneração reconhecida por toda sociedade. Se ainda não viu esse vídeo, prepare-se para se emocionar.

Feliz Dias das Mães!

 

 

The following two tabs change content below.

FB Comments

comments

2017-07-18T06:57:25+00:00

About the Author:

Leave A Comment