O dia que a Cinderela bater em minha porta

O dia que a Cinderela bater em minha porta

Quando eu descobri que estava grávida de uma menina, meu coração quase pulou do meu peito de emoção. Lógico que eu ficaria feliz em ter um menino, mas desde sempre sonhava com uma menina na primeira gravidez.

Uns dias depois da notícia veio meu medo: E se ela quiser ser uma princesa da Disney!?

Eu nunca quis ser uma princesa, nem sei o nome delas. Pra mim elas são a Frozen, a Brave, a do sapo e assim vai…minhas sobrinhas nem gostam de brincar comigo por causa disso.

No fundo, meu maior medo é de que ela entrasse nesse mundo cheio de regras de comportamento, que ditam como uma menina deve agir, se vestir, se sentar, falar para ser considerada uma princesa.

Uma amiga me disse: isso será inevitável! E eu parei para pensar: por que será que eu queria tanto uma menina se eu tinha medo de princesa?

Muitos momentos bons de minha vida sempre foram ao lado de uma mulher. Minha mãe, minha primeira melhor amiga, uma prima, sempre estiveram ao meu lado, me apoiando, rindo e chorando comigo.

Minhas tias, avós, primas, lá estão elas também em todos os momentos de reunião familiar, macarronada, Natal, Páscoa.

Na infância, lá estavam elas, amiguinhas de escola, professora, tia do ônibus escolar, até minha dentista.

Adolescência, faculdade, trabalho, sempre tinha uma mulher para conversar.

Hoje a fase é outra, mas uma coisa em comum com todas as outras fases é a presença constante da figura feminina. Mulheres: mãe, amigas do trabalho, vizinha, todas compartilhando momentos bons e ruins.

E agora voltando ao assunto da princesa… Se um dia ela quiser ser a Cinderela, que ela seja. Vou me vestir com ela, pois sei que essa fase vai passar.

O mais importante de tudo é que ela saiba que poderá ser quem e o que ela quiser. Ela terá o suporte necessário em qualquer área que ela quiser se dedicar, principalmente STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática).

Ainda temos uma diferença enorme na quantidade de homens e mulheres na área de STEM, isso porque as meninas na escola não são incentivadas a estudar e se dedicar em ciências e tecnologia, ainda há um problema grande de estereótipos.

De acordo com o artigo da Forbes, mulheres ocupam apenas 27% dos empregos na área de ciência da computação e menos de 20% concluem a faculdade nessa área.

Temos que acabar com esses estereótipos, não estou pedindo que você proíba sua filha em querer brincar de princesa, mas que faça ela crescer sabendo que também pode escalar a torre, andar a cavalo e até usar a espada!

 

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Érica Almeida

Nutricionista formada em São Paulo nunca imaginou que diria isso, mas sua parte favorita na casa é a cozinha. Viver bem e saudavelmente é possível, basta começar.

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2017-11-18T19:23:40+00:00

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Nutricionista formada em São Paulo nunca imaginou que diria isso, mas sua parte favorita na casa é a cozinha. Viver bem e saudavelmente é possível, basta começar.

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